Segundo dados da Caixa Econômica Federal, o número de resgates do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) bateu recorde para o mês de janeiro.

Até o último dia 24, foram realizados 2,2 milhões de saques na modalidade, totalizando o valor de R$ 1,11 bilhão. 

No ano de 2022, o mesmo mês registrou 1,7 milhão de resgates, que somaram R$ 1,10 bilhão. Em janeiro de 2021, os números foram de 1,4 milhão e R$ 1,07 bilhão.

O recorde acontece em meio ao debate sobre a extinção da modalidade, criada em 2019 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Em entrevista à CNN no último dia 4 de janeiro, o atual ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho (PT), afirmou que a pasta planeja extinguir o saque-aniversário para “colocar a situação nos trilhos”.

Marinho declara que o governo anterior, para colocar dinheiro na praça, criou o saque-aniversário, que seria o caução para o empréstimo consignado, criando um agravamento.

“Um negócio absurdo que aconteceu no mercado e uma distorção no papel do Fundo. É preciso, portanto, colocar nos trilhos”, alegou o ministro.

No dia seguinte, porém, Marinho publicou no Twitter que a manutenção ou extinção do saque-aniversário será “objeto de amplo debate” junto ao Conselho Curador do FGTS e a centrais sindicais. 

O movimento foi entendido como um possível recuo diante da repercussão do anúncio.

Depois, na última terça-feira (24), reforçou a ideia, dizendo que, se depender dele, o saque-aniversário vai acabar, embora tenha destacado que os contratos vigentes serão analisados caso a caso.

O ministro disse que vai propor ao Conselho Curador a suspensão do saque a partir do mês de março. 

O assunto será debatido em reunião marcada para o dia 21 do mês.

Com informações da CNN Brasil



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